"Amo a vida e espero que cumprida não seja breve, que intensamente seja sentida e leve, até que me leve."

sexta-feira

SEM EMPATIA


O semáforo estava fechado e mesmo assim o carro avançou, e atropelou o jovem que atravessava a rua. Ninguém parou pra ajudar. Nada de aglomerado ao redor. Nenhum outro carro parou, nem ao menos diminuiu. A família não chorou, pois nem soube. Ninguém chamou o resgate. O corpo não foi retirado. O sangue escorreu até secar.

O semáforo abriu e fechou por várias vezes e ninguém parou. Os carros se chocaram no cruzamento e se acumularam. Sobrepostos e engavetados. Algumas pessoas morreram, outras se feriram. Mas nada foi feito. Nenhuma atitude foi tomada. Os que podiam andar seguiram a pé. E foram atropelados mais a frente. E ninguém parou pra ajudar. O sangue escorreu até secar.

Caros, pratiquem a empatia. Cada vez menos ela é usada. E sem ela, a sociedade não sobrevive.
Hugs,
Felipe Menezes.

terça-feira

NAS MÃOS DE DEUS


Nas mãos de Deus você coloca sua vida, seus sonhos
E não se lembra de viver
Mergulha na escuridão emocional inconsciente
Quer inspirar o ar da misericórdia divina
Mas não vê o mundo todo ao seu redor

Você tem milhares de perguntas
E elas passam por sua cabeça constantemente
Mas sua cultura te ensinou a ver apenas uma resposta para todas as coisas
Você não vê as portas e caminhos que se abrem
Seu limite é ajoelhar-se e gritar para os céus todos os seus desejos

Algumas pessoas matam e morrem em nome de um poder maior
Outras destroem seus próprios corpos e vivem um eterno sofrimento
Isso não pode melhorar o mundo, isso não pode nos purificar
O mar da ignorância está nos afogando...

Os anjos que nos cercam perderam suas asas
E o brilho deles se apagou
Nossas súplicas vagam no ar
E o medo do silêncio nos mostra a mesma resposta

Viva sem medo e abra seus olhos
Lute por seus sonhos e busque a felicidade
Acredite! Existe um grande poder que nos une
Mas ele não é responsável por tudo...

segunda-feira

NEM


Nem os recifes de corais de Fernando de Noronha,
Nem mesmo os jardins suspensos da Babilônia,
Ou as Ilhas de Galápagos, nas costas do Equador
E no Rio de Janeiro o Cristo Redentor

Nem a Pirâmide de Quéops, da quarta dinastia, erguida no Egito

Nem a estátua de Zeus em Olímpia, da grande Grécia antiga
Nem a Basílica de Santa Sofia, em Istambul, maior cidade da Turquia
Nem a glória de um vencedor, nem o fim da hipocrisia

Nada é mais belo, nada, nada é mais belo que o seu sorriso no início do dia

Nada é tão belo, nada, nada é tão belo quanto seu sorriso quando a noite termina

Nem a muralha da China vista da lua, nem a lua vista da beira da estrada

Nem os brilhantes anéis de Saturno, nem o fluxo do Rio de La Plata,
Em Eféso, o Templo de Artenis, e o Farol de Alexandria, 
Nada disso encanta meus olhos, suplicam pra que você sorria

O mausoléu de Harlicarnasso, da segunda rainha Artemísia

Até mesmo o Colosso de Rodes, deus Hélios na entrada da ilha
Na Índia o Taj Mahal, Stonehenge ao sul da Inglaterra,
Monumento da Idade do Bronze, sequência da Idade da Pedra

Nada é mais belo, nada, nada é mais belo que o seu sorriso no início do dia

Nada é tão belo, nada, nada é tão belo quanto seu sorriso quando a noite termina

As Catacumbas de Kom El Shoqafa, a Torre de Porcelana, em Naquim

Em Iucatã a Chichén Itzá, a Torre Eiffel, da Revolução, em Paris

Nem a Abadia de Cluny

Nem o Coliseu de Roma
Nem a Estátua da Liberdade
Ou as Ruínas de Petra, na Jordânia
Nem Machu Picchu, no Peru
Nem no Japão, Kiyomizu-dera
Nenhum esculpido corpo nu
Nenhuma estrela a brilhar

Nada é mais belo, nada, nada é mais belo que o seu sorriso no início do dia

Nada é tão belo, nada, nada é tão belo quanto seu sorriso quando a noite termina

Nenhuma das maravilhas do mundo antigo ou presente

Nenhuma vaidade do mundo aparente
Nenhuma fantasia do mundo pensante
Nada, nem nada, nem ninguém
Nem mesmo por um instante

quarta-feira

Tom do mistério

Quis, eu, fazer o tempo voar pra você poder encontrar
Na quarta noite, na casa de som, te espero
Pra em outras línguas cantarmos o tom do mistério

A grande árvore espera por nós
E nossas histórias se encontram a sós
Risos e risos e alguma canção
Das notas propostas pelo violão

Alguém falou que o meu lugar cruzou o seu em algum lugar
O misticismo da esfera lunar nos seus olhos e palavras
O sol no horizonte insiste em brilhar, insiste em brilhar...


Julgue-me!



Julgue-me!
[ironia] Você que é juiz, você que é doutor, você que é o dono da razão.
[/ironia] Julgue-me!
[ironia] Você que é senhor, você que é o ‘verdadeiro’ amor, você que é coração.
[/ironia]Julgue-me!
[ironia] Você que é a verdade, você que é a piedade, você que é Deus.
[/ironia] Julgue-me!
[ironia] Você que é meu melhor amigo, quem sempre anda comigo, que talvez seja eu...


Porque sabe tudo o que sinto, quando faço justiça ou minto, e conhece realmente quem sou.
Sabe aonde vai minha estrada, quando uso escudo ou espada, quem olhei, de onde vim, como vou.
Sabe de cor minha história, minhas vitórias e minhas derrotas, meus orgulhos, meus medos, minha dor. [/ironia]


Você que não erra, não arrota, não estaciona na faixa de pedestres...
Você que não cai, não desiste, não cola chiclete debaixo da cadeira...
Você que não solta pum, não anda de bike na contramão, e não xinga nem em pensamento...
Você que nunca dormiu sem escovar os dentes, não fala demais, não ri de alguém que cai do skate...


Você que não acelera no farol amarelo, não faz hora do banheiro do trabalho e nunca deixou de tomar banho por causa do frio...
Você que nunca desrespeitou a mamãe e sempre olhou para os dois lados antes de atravessar a rua...
Você que não gasta água demais, não ri de piadas sujas e nunca fingiu que estava dormindo pra não dar lugar no ônibus...
Você que sempre faz as escolhas certas, sempre tem as respostas exatas...


Você que nunca deixou o arroz queimar, é sempre pontual e nunca soltou pipa com cerol...
Você que nunca tirou B, C, D nem E nas provas e nunca tirou caca do nariz...
Você que é perfeito, [ironia] JULGUE-ME! [/ironia]

terça-feira

O avesso do oposto


Tava revirando os arquivos aqui e achei essa coisa maluca letra de música ou sei la o que, e já que não posto nada há tempos, resolvi colocar aqui pra tomar o disputado tempo dos desocupados...rs. Lá vai:



A lua aparece de dia num dia frio de muito sol
O mundo parece confuso, meu fuso-horário parece espanhol
Borboletas em caules no chão e as flores sobrevoando o jardim
Galopes de cães no asfalto, o fim no começo e o começo no fim

Estrelas mergulham no mar, estrelas do mar brilhando no céu
Estalos de silêncio absurdo, e agora é o noivo quem casa de véu
E joga o buquê lá pra trás e se quem pegar as flores for eu
Terei sete anos de azar e se o espelho quebrar o azar não é meu

O mundo está ao contrário, o avesso do oposto, inverteu
O mundo está bem maluco ou então o maluco da história sou eu

A Terra girou ao contrário, o relógio andou para trás
Saturno perdido no espaço, seus anéis ‘tão em Marte, em viagens astrais
Abri a porta de casa e vi o Monte Sião
Andei, tropecei em Chicago, caí em Portugal, levantei no Japão

Capelas soando batuques dos cantos dos orixás
O crente na praia cantando o refrão do canto de Iemanjá
Italiano vendendo sushi na ponte do rio que cai
Obama andando descalço da Cidade de Deus até a Vila da Paz