"Amo a vida e espero que cumprida não seja breve, que intensamente seja sentida e leve, até que me leve."

quinta-feira

De repente: melhor

Fonte: http://bit.ly/uhVNsG
Me sinto muito melhor agora.

E isso não tem nada a ver com a chuva forte que cai lá fora. Muito menos com a TV ligada para me servir de companhia. Tem a ver com como eu me vejo, com como eu vejo o resto do mundo, e com como eu me vejo vendo o resto do mundo.

Me vejo melhor.

E isso não tem a ver com a vitória do meu time ontem, muito menos com o meu medo de que ele perca a próxima partida. Demorei 23 anos e quase nove meses para descobrir esse botãozinho, mas não me culpo. Eu mesmo tenho autoridade suficiente para me desculpar. O painel de controle da vida é trilhões de vezes mais complicado do que o amontoado de teclas e alavancas da direção de um avião.

Foi algo parecido com ser um jogador de rugby, heterossexual, sofrer um AVC, e virar um cabeleireiro gay.
Mas a semelhança entre os casos é limitada à instantaneidade dos acontecimentos.
De repente tudo fez sentido e eu me arrependi de um bocado de atitudes.

Foi como um piscar de olhos, um estalar de dedos, um despertar do sono, um acordar do pesadelo.
Foi como um UFA bem grandão, como quebrar a grade da prisão.
Como a libertação dos escravos pela Princesa Isabel.
Como uma defesa de pênalti do goleiro Taffarel, na final da Copa de 94 contra a Itália.
Foi como alimentar uma família na Somália.

Vejo o mundo melhor. Me vejo melhor no mundo. Me vejo num mundo melhor.


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Um salve para a colega Amanda Garcia e seu tweet mágico: "Onde há luz, há sombra. Pra onde você quer olhar?"

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