"Amo a vida e espero que cumprida não seja breve, que intensamente seja sentida e leve, até que me leve."

quarta-feira

Nosso quintal

É só me sentar com eles que volto a ser criança. Dá vontade de andar de bicicleta, brincar de balão d’água, ralar o joelho no asfalto, fazer guerra de mamona.

É sempre uma conversa descontraída, um papo dividido, democrático. Todos são iguais e têm o mesmo valor, apesar das diferenças, peculiaridades.

Há quem faça o tipo quieto e observador, absorve bem as ideias, comenta só o necessário, concorda ou discorda. Há quem faça o tipo tirador de sarro, piadinhas improvisadas. No fim todos caem às gargalhadas.

Falamos de futebol, de trabalho, de estudos, de sonhos, de amores.

É na calçada que a gente relembra a vida, pois a rua era o nosso quintal. Mais que isso, era nosso palco, nosso estádio.

Nossas pegadas ainda estão ali, nossas marcas. Dá pra ver as sombras da correria... de lá pra cá, daqui pra lá... E se fechar os olhos posso ouvir nossa alegria, nossa bagunça, as vozes mais agudas, mas um tanto quanto inconfundíveis.

Éramos nós, era tudo nosso.

Quase morro de saudade...

Todos os dias, em cada passo em nosso estádio, sinto nossa infância. Me sinto aos sete anos, aos oito, aos nove... Volto aos mais irresponsáveis e saborosos anos da minha vida. E mesmo que sozinho em nosso palco, nos ovaciono, nos aplaudo, nos idolatro. Porque construímos muito mais do que imaginamos. Construímos algo muito maior que o maior edifício do mundo, muito maior que a muralha da China, maior até que a própria China, maior que o mundo: a verdadeira amizade.

O lema é “Nascemos Juntos, Vivemos Juntos”, mesmo que distantes. E podem ter certeza: quando morrermos, brincaremos novamente juntos em um novo quintal.

Um salve pra Família Evolução.

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